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Tinha que ser na Inglaterra

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Tinha que ser na Inglaterra
A notícia, copiada na íntegra da BBC Brasil.com foi publicada no último dia de janeiro de 2008.  Tinha que vir da Inglaterra, onde esses assuntos acontecem com a simplicidade de coisas corriqueiras.  Sempre tem uma instituição inglesa se prestando a esse tipo de inovação e se esforçando para chocar e ser diferente.  O país está cheio de artistas como Damien Hirst e suas carcaças de tubarão, de iniciativas como as famosas rachaduras da Galeria Tate Modern em Londres e muitas coisas mais. Agora uma exposição feita de produtos construídos com pele humana e de outros animais. Em Liverpool. A notícia foi copiada na íntegra, incluindo algumas fotos.  Outras foram acrescentadas para ilustrar melhor.

31/01/2008 - 21h24
Mostra em Liverpool reúne obras feitas com pele humana


Performance da artista britânica Kira O'Reilly com um porco morto e um cisne empalhado – arte?


Uma exposição que reúne esculturas feitas com pele humana promete despertar interesse e   polêmica em uma galeria na cidade de Liverpool, na Inglaterra. Ao todo, 15 artistas internacionais participam da exposição, que fica em cartaz de 1º de fevereiro a 30 de março no centro cultural FACT. A mostra "Sk-interfaces" inclui um casaco feito com tecido cultivado em laboratório que mescla células humanas e de várias outras espécies.


Stelarc mostra o implante de uma réplica de sua própria orelha.  Ele pretene agora implantar um microfone e liga-lo a Internet para que todos possam escutar o que a orelha está ouvindo – arte?

A obra, intitulada "Harlequin Coat", é da artista ORLAN, conhecida por ter alterado cirurgicamente seu próprio rosto buscando faces associadas a culturas não-ocidentais. Outro trabalho exposto na galeria, "Victimless Leather" (em tradução livre, "Couro Sem Vítima"), explora a possibilidade de se produzir couro sem matar um animal.Três casacos em tamanho miniatura são produzidos ao vivo pelos artistas Oron Catts e Ionat Zurr a partir de pele cultivada in vitro na própria galeria.
Os artistas franceses Marion Laval-Jeantet e Benoît Mangin criaram um tecido híbrido feito com células extraídas de suas próprias peles mescladas com células da pele de porcos.
O tecido, cultivado em laboratório, foi tatuado e será enxertado na pele de colecionadores de arte para que eles possam fisicamente "vestir e absorver a obra", diz um texto elaborado para explicar os objetivos da exposição.

 


Oron Catts quer poupar os animais com mini-casacos de pele cultivada na própria galeria Oron, uma iniciativa salutar a ser seguida pela indústria – arte?



A obra da americana Julia Reodica usa células extraídas da vagina da artista e de músculos de animais para criar "himens de designer". As esculturas são apresentadas como produtos que deveriam ser comercializados como objetos de "re-virginização", abordando temas como a pureza e o valor atribuído à virginidade feminina em diferentes culturas.


Olivier Goulet, da França, usa pele humana para criar bandeiras – arte?

 
A exposição "Sk-interfaces" aborda algumas das questões mais polêmicas da atualidade, fundindo ciência, tecnologia e arte. Como resultado, está atraindo atenção, mas também polêmica. John Ashton, secretário de Saúde Pública da região noroeste da Inglaterra, afirma que, para muitos, um evento como esse poderia ser considerado de extremo mau gosto. Para Ashton, a exposição deixa perguntas no ar. "Será que artistas têm alguma responsabilidade em relação a como seu público se sente a respeito das coisas?", questiona o secretário.


Tatuagem feita em uma mistura de pele humana e de porco para ser implantada em seres humanos, preferencialmente colecionadores de arte, para que seu próprio organismo absorva a arte – você gostaria?


"O que antes era entendido como uma superfície que representa o limite do eu, entre o dentro e o fora, hoje pode ser visto como uma fronteira instável", diz Jens Hauser, curador da exposição.
Oron Catts, uma das artistas que participam da mostra, admite que a tecnologia que permite o cultivo de tecidos vivos em laboratório, e que forma a base da exposição, é perturbadora.
"Achei a tecnologia promissora, provocante e também muito perturbadora", disse Catts. "Decidi usar essa tecnologia como uma forma de arte e tentar criar algo a partir de tecidos vivos."

         

 

  

Por Ronaldo Carneiro Leão –só registrando uma notícia
Por Rê Rodrigues –eu heim!

   


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