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Um Galã de Orelha Cortada

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Um Galã de Orelha Cortada
Publicado em 19.03.2008, às 22h18

Do Caderno C/JC

A vida do celebrado Van Gogh, que deixou o status de gênio pintor para se transformar em verdadeira celebritie mundial, ainda que post morten, é o mote da peça que estréia nesta sexta-feira, no Teatro de Santa Isabel, em pleno fim de semana santo. Um certo Van Gogh traz o ator Bruno Gagliasso no papel do homem que criou um dos quadros mais célebres do mundo da arte, Os girassóis, que há tempos deixou o circuito dos museus para ser visto em documentários, livros e coleções, além de espaços bem menos sacralizados como cortinas de banheiro, almofadas, porta copos e jogos de quebra-cabeça.

A partir do texto escrito por Daniela Pereira de Carvalho (de Renato Russo), ganhadora do Prêmio Eletrobrás de melhor autora por Não existem níveis seguros para o consumo destas substâncias (2007), o ator recria um Van Gogh a partir da contemporaneidade, método que, segundo costuma explicar ao falar sobre a peça, o desobrigou de seguir uma narrativa biográfica. O artista é apresentado ao público através do olhar do jovem Timóteo, interpretado também por Gagliasso, que participa de chat nesta sexta às 15h, no JC OnLine. 

Timóteo conhece o pintor que vendeu apenas um quadro quando vivo (O vinhedo vermelho, de 1888) e identifica-se rapidamente com sua visão pouco usual do mundo, que se (des)equilibrava entre o lírico e o amargo.

Interpretar dois personagens é uma característica do espetáculo: Pedro Garcia, Marcelo Valle e Larissa Bracher, que estão no elenco, também vivem papéis duplos. Garcia faz um homem vital para se entender Van Gogh, seu irmão Theo. Nos dias atuais, ele é Tito. Já Valle vive o polêmico e ousado Gauguin, com quem o pintor holandês estabeleceu uma relação de amor e ódio. 

Os dois trabalharam juntos na famosa casa amarela que Van Gogh possuía no interior da França, mas não demorou muito para o temperamento solar de Gauguin e a raiva mesclada de admiração de Van Gogh entrarem em conflito. O francês foi atacado, aliás, com a navalha que mais tarde serviria para decepar um pedaço da orelha do pintor expressionista (o próprio artista se mutilou). Além de encarar Gauguin, Valle ainda vive o personagem contemporâneo Paulo. Por fim, a atriz Larissa Bracher é Jô e Juliana. 
Dirigida por João Fonseca, que, eclético, tem no currículo trabalhos como A falecida, Minha mãe é uma peça, Pão com mortadela e em breve O santo e a porca, Um certo Van Gogh traz outros clássicos da Grande Arte instituicionalizada voltada para as massas, desta vez na seara da música: O Bolero de Ravel está presente da montagem, além de Serge Gainsbourg (que terá sua canção Chatterton cantada por Gagliasso). Para quem achar estranha a relação do pintor com as suas tintas, vai o recado: elas são totalmente comestíveis. Coisas da contemporaneidade.

SERVIÇO:
Um certo Van Gogh  = Sexta (20h), sábado (20h) e domingo (19h).    Teatro de Santa Isabel.  Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia entrada).
                                               


                                               


Copiado do JC On Line – Parceiro de CyberArtes
   


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