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Semana de Arte Moderna de 1922

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Ouve-se muito falar da Semana de Arte Moderna de 1922. As vezes, dada a importância do evento, é tratada simplesmente como "A Semana". Quem lê um pouco sobre arte, em jornais ou revistas, ouve falar da Semana com muita freqüência e na biografia dos artistas não se deixa de colocar, se possível for, que "participou da Semana de Arte Moderna de 22. Mas afinal, o que foi esse tão ilustre acontecimento?

A intenção dos organizadores e dos artistas que participaram do evento, era realmente quebrar as amarras com o classicismo ensinado nas escolas de Belas Artes e com os padrões europeus. Queria-se uma arte brasileira, inovadora e sem os controles nem amarras do tradicional e do estrangeiro. Esse é um sentimento constante em todos os grupos humanos, as vezes com emoções mais fortes, outras vezes de forma mais sutil, mas sempre existente. O que fez aquela semana então distinguir-se.

Em primeiro lugar, coloca-se em dúvida que A Semana tenha tido uma importância imediata. Segundo alguns, a importância foi crescendo posteriormente, na medida em que os participantes foram ocupando cada vez mais espaço. Então, o importante não foi a semana em si, mas o trabalho posterior das pessoas que dela participaram. O fato é que a ocasião era propícia, a cidade escolhida acertadamente (São Paulo), e o grupo estava realmente disposto a crítica dos modelos reinantes, ao deboche das instituições e a um posicionamento renovador, se bem que nem sempre muito claro e definido. A semana de 22 ocorreu em um ano onde se comemorava o primeiro centenário da independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil das artes e quebrar todas as amarras.


Nos Cartazes lia-se coisas como "Carlos Gomes é um Burro", ou "Coelho Neto não lava os pés", ou ainda "Almeida Júnior não pagava o padeiro." Chopin era chamado de tocador de berimbau. Eu imagino que, para a época, isso era muita ousadia.

E quem participou dessa Semana? Aí é onde eu acho que aconteceu a coisa. Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Alberto Martins Ribeiro e muitos outros nomes nos quais vivemos tropeçando sistematicamente quando estamos falando de arte. Como escritores, participaram nomes de grande peso, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho e Guilherme de Almeida, entre outros mais. Villa-Lobos e outros compositores participaram também. E arquitetos e artistas de todos os tipos. Todo esse pessoal junto deve ter conseguido algum efeito.

Da esquerda para a direita, Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger ( Copiado do acervo de Pitoresco )














Elsie Houston, Eugênia e Álvaro Moreyra.







A Semana de Arte Moderna de 1922 representou um marco onde jovens artistas uniram-se no sentido de revolucionar os conceitos de arte no Brasil. O evento gerou muita polêmica, muito debate e terminou por promover reais mudanças. Não é que antes nada disso fosse feito. A própria Anita Malfatti já havia feito uma exposição bem contundente em 1917, quando veio dos Estados Unidos. A união desse grupo de intelectuais inovadores, marcou uma data de referencia. Ainda hoje, 80 anos depois, o evento é citado como importante.



Algumas das obras apresentadas, ainda hoje são presença marcante em exposições e muitos dos nomes continuam perfeitamente na crista da onda. São mostrados no mundo inteiro como representantes da arte brasileira e essa questão é bem pertinente que se discuta pois temos novos nomes de indiscutível valor mas esse já é um outro assunto.


Tarsila do Amaral, mesmo não tendo participado diretamente da Semana de 22, faz parte daquela época e do movimento revolucionário. Anita Malfatti e Di Cavalcanti, formam com ela, nomes inalienáveis da história da arte brasileira.

 
   


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